6 de jul de 2010

O reencontro Leonino


“Não existirá adeus enquanto um de nós ficar aqui”

O tempo passa e nos faz amadurecer a cada conselho, a cada abraço, a cada lágrima, a cada pedido de desculpa, a cada risada descontrolada, mas cheia de sentido e significados.
Que bom que cada um tem o seu próprio caminho, porque só assim podemos, nas nossas cruzadas, trocar experiências, dicas da vida, puxões de orelha, empurrões, conforto, carinho...
É fantástico descobrir o quanto nossa amizade continua verdadeira mesmo depois de termos mudado tanto.
Podem anos se passar mas nos abraçamos e sorrimos e conversamos como se estivéssemos nos despedido num ponto de ônibus qualquer há poucos dias.
Essa nossa semelhança de vontades, problemas, obstáculos e forma de lidar com eles se torna um vínculo cada vez mais estreito...
Nos entendemos, nos suportamos e nos consolamos da forma mais natural e sincera possível.

Contem comigo pra tudo, assim como sei que posso contar com vocês.
Amo a gente assim... Pra sempre!

“As palavras não saem da boca sem antes passar pelo coração!”
Da sessão "cartas emails e afins"

Principito!
Te contei que faria um retiro, né?
Pois é. Adorei o tal do TLC. Inicialmente não me senti muito confortável com a idéia de outra religião, outros princípios e uma outra forma de buscar o entendimento espiritual. Mas não cheguei a cogitar a possibilidade de não ir, primeiro porque sou mesmo curiosa, segundo porque acho bom eu me acostumar a ser aberta a coisas novas, já que há tantas possibilidades de mudanças no porvir.

A idéia de ir sem saber direito o que vai acontecer também instiga, a cada segundo você tem uma surpresa e não tem noção da hora, não sabíamos se almoçávamos às 11h ou às 15h. Foi diferente porque tínhamos que participar de tudo JUNTOS, em nenhum momento havia "um cá e outro acolá".
Já lá no lugar, consegui prever algumas coisas, não porque tinham me contado mas a experiência nos eventos da PIB me trouxe algum dicernimento. Chorei demais nos três dias, me emocionei muito, já havia passado por 80% de tudo aquilo e chorei mais de saudade (não arrependimento) do que de emoção pelo momento mesmo. Nos últimos momentos além do cansaço físico implicar no emocional, não consegui derramar uma lágrima, porque lá também não tinha água disponível a toda hora e meu corpo deve ter retido as lágrimas pra compensar (piadinha...). Eu fechava os olhos e lembrava dos momentos na PIB, ou na IBP (dependendo do calor da emoção), me sentia lá mesmo... A diferença era a idolatria, não fazia o sinal da cruz e nem rezava a tal da Ave Maria. Costume...

Resumidamente, o evento é FODA. Os caras pagam mais caro que a gente pra ir lá trabalhar (limpar banheiro, arrumar cama, fazer comida) e além disso não podem aparecer pra receber pelo menos um 'obrigado' da galera (só no final-final mesmo!). E ficam muito, muito cansados, dormem umas 3 horas por noite e têm de estar disponível pra gente o tempo todo de dia... Acho que eu não teria esse pique.
Fiquei com vontade de viver aquilo de novo, mas só posso voltar ano que vem se for pra trabalhar (ou seja, frequentar a igreja e tudo mais...). Fiquei chateada por ser privada disso.

Lembrei muito de você durante os três dias, em todos os momentos parecidos que eu já vivi você estava presente na maioria deles... Tinha que compartilhar essa experiência contigo.
E você? O trabalho? O salário (rs)? O meu caiu hoje na conta, que tal nos vermos essa semana?
Beijo!
TONHA...

Constatações

Esses dias eu me perguntei o motivo pelo qual nós não damos certo.
Eu até fiquei sem dormir à noite, mas quer saber a que conclusão eu cheguei?
A gente sempre deu certo. Desse jeito mesmo, todo torto, sem regras, sem etiquetas, sem hora marcada, sem telefonemas no dia seguinte.
Eu sei que, por mais que fale o contrário, eu queria sim que tudo continuasse como antes. Mas não, agora é você quem procura, e eu quase nunca deixo que você me encontre.
Nosso tempo é diferente. Você está no tempo de querer agora, e eu já não sei mais se quero...
É nessa confusão de querer não querendo, a gente “dá certo” nesses encontros repentinos, nessas ‘esquinas’ que nos cruzamos. Você fala sério comigo, atropela meu raciocínio, me interrompe, não me deixa terminar. Você olha fundo no meu olho, analisa cada detalhe, cada superfície, expressão, cada respiração minha. E sempre. Sempre tem um comentário para ser feito. Você me testa com o seu olhar. Fala com a voz mais perfeita e mais baixa do mundo e mesmo assim me faz ficar surda pro resto de musicas, barulhos, risadas e conversas à nossa volta. Sempre consegue me desarmar. Me faz esquecer de todos os olhares curiosos em cima da gente...
Consegues me fazer esquecer do resto do mundo...


A gente deu, e dá certo! Só não da forma e no tempo que eu queria que acontecesse.